12 janeiro, 2009

Da futura lembrança

De todas as noites que virão.
Após dias que serão quentes.
Das estrelas que nascerão
Em noites frias, de ti ausentes.

Do balanço entre as folhas.
Do perfume no agasalho.
De suas poucas escolhas
Entre realezas do baralho.

Do sorriso em tua face.
De beleza incontrolável.
Dos meus olhos quase seus
Que sonhavam o insondável.

Pelo tempo a consternar-me.
Ao fiel sopro de vento.
Sem o sentido de cada suspiro.
Pra escapar de todo tormento.

De regalar-me em teu sigilo
E derramar-te em meu anelo.
E já não há tempo que mereça
Todo esse que te espero.

Da fé que debruça à janela
À espera mais serena.
Do que nos chama e acalma.
Da nossa ampla paz pequena.

Do dia que não houve despertar.
Daquele que deixei apagar

[como a vela mais sombria]

Sua luz que ainda alumia
O resquício da minha alegria.



3 comentários:

RafaN disse...

Graubiaaa!

e blog neh?

e poema no blog neh???

neh, graubia///

toma jeito nao...=D

te mato? kk

neh....t adolo amore

bjuus! =)

Letícia disse...

"Da nossa ampla paz pequena."

Essa construção me fez ficar imóvel. Bonito, Glaucia. E pensei no amor e no azar de quem ama e precisa ir embora.

Bjs.

E obrigada por aparecer.

Anônimo disse...

ficou chiquitissimo