26 setembro, 2010

22 horas


Toda noite és tu quem mora
neste corpo entorpecido
de tesão, dor e demora.
A tua saudade é fria,
se deita e esparrama
sob os lençois de minha vida.
Seja pela luz do dia
ou sob solidão da chuva,
és o sopro da tormenta
ou o mimo que acalenta.
Sorrateira, entardeço.
A minha busca é a tua
boca, pele, alquimia.
Toda e qualquer palavra,
se misturada à tua falta,
não sacia.
Te quero o bem, o mal
e que mais lhe convir.
Te quero ligação
corpórea e fluida.
Mais que a tua fala química
que percorre meus ouvidos,
desce meu pescoço
e passeia todo meu corpo
em forma de arrepio.
Causa-me a dor e a delícia
de tê-lo todo em mim.


5 comentários:

Érica Cypriano disse...

Bom dia, adorei seu blog, primeira visita e fiquei encantada... parabéns!!!
Estou te seguindo, passa no meu blog e dá uma olhadinha tbm... http://ericacypriano.blogspot.com/

Beijocassssssssss

ღ¸.•*•.¸...Érica...ઇ‍ઉ ♥´¯`*•.¸¸♥

Letícia Palmeira disse...

Ando me perguntando o que é um poema... uma ruma de sensações ou um monte de ideias? Fico sempre perdida. Aí leio teoria e vejo que não ajuda muito quando leio poesia. Porque é o momento. Há temática, verso e a pretensão em tentar entender. Então prefiro a leitura livre. Poema é liberdade.

Amor também.
Eu lírico também é livre.
Literatura é fazer liberdade.

Beijo. =)

Carlos disse...

Poema sensual e intenso, amiga.
Saudades de tu!
Tem um selo e um chá te esperando no meu blog.


Beijos!!

Fred Caju disse...

Poema sensacional, bem descritivo e sensual. Parabéns, moça.

Paixão disse...

Uau! muysexy' rs

Pequenas coisas nos causam grandes sensações e desejos não se controlam, se manisfetam a torto e a direito, sempre!

um beijo!