02 abril, 2011

celeste

Aperta meus trapos de mãos densas
Repuxa e entorta a fratura deste sossegar
Chorando, o horizonte assola o eco em tom menor
e te olho suspirando pelo celeste gotejar
Escorre por teus pés as tranças desse derrame
Costuro com cipó as trouxas do abandono
Agulho certa e nada rasa e latente é tua carne
Pulsa intermitente pela ferida derradeira
É viva, dói e clama pelo despertar da chama
do Sol que é mito e transforma em grito onde jaz amor.



4 comentários:

Isabela Pimentel disse...

Adorei teu poema!!!to seguindo teu blog!!!

Bjs
Isabela
http://nablogoesfera.blogspot.com

Paixão disse...

para mim amor é mito! haha

beijos!

Letícia Palmeira disse...

Gostei do selo. =)

E você é bruxa das palavras. Mistura e chega ao ponto.

Maíra K. disse...

Comovente poema!

Bom fim de semana!