23 outubro, 2010

angular


A mulher do tempo carrega em si o horário dos verões. Vale cada centavo da esmola que recebe. Humana é sua fita de medir e ela se conhece entre as pernas de Helena. Caminha pós Sol tecendo a melodia do amor que rompe. A vida é breve enquanto menina Mariana calcula suas perdas. Ela é pouco mulher e fecha os olhos para toda verdade: usa o tato pra encontrar amor. Palatal, a mulher do tempo saboreia o verão de uma Helena corrompida.


6 comentários:

Mai disse...

Há uma inegável conveniência em adotar horários de verão, mulheres do tempo... Este é um horário falseado, maquiado como as coelhihas se falseiam...O tempo, seus mistérios e esta escrita hermética... Mas a despeito de tudo, o tempo solar continua implacável e se ri de todas as manipulações.E passa e segue sem mais olhar para trás.
Gosto de perceber o seu modo peculiar de pensar e escrever.

Muito bom!

Letícia Palmeira disse...

São três vozes em um texto curto que não é curto. Eu estou mais atrasada que o carteiro. Mas tô aqui, CoolMadre.

Largo não. =)

Jim Carbonera disse...

heheehhe cada uma nos seu tempo, mesmo estando todas no mesmo tempo :D

Doideraaa!!

:D

Bjss

http://estilodistinto.blogspot.com/

Glauber Marinho disse...

muito bem...muito bem...muito bem
=oD
bjão

~*Rebeca e Jota Cê*~ disse...

Calcular perdas é saber que tudo dentro do peito diminui.

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Pois é, Sonhadora, a mulher lá é psicótica.

Beijo imenso, menina linda.

Rebeca

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Madonna Turnner disse...

Adorei, estou te seguindo.

Sucesso e muita paz!

Passa no meu, beijos. (: