11 novembro, 2010

mausoléu

Desenho mausoléus
inacabados de paredes caiadas
sob o sol de novembro.
Traria no bolso um pedaço de papel
umedecido pelo abandono:
o esboço de algo póstumo.
(como se pudesse comover
mais que meu acervo mental
de melodias fúnebres)
Dispenso o discurso.
Sobre a grama do teu descanso eterno
estarei eu, lendo em voz alta
o horóscopo do dia.



Um comentário:

A. Reiffer disse...

Escreves muito bem, lindo e profundo este poema, parabéns! Abraços!