04 abril, 2011

Pólen de amor fortuito

Pela noite entardeci (minhas vértebras, meus tecidos). Fechei os olhos e os pude ver tateando por tigelas de sensações (tentações, efemeridades) extremas. Numa nova verdade, tatuada com soníferas árvores infrutíferas. Sua seiva. Seu suor. A sua carne eu encontrei posta sobre a mesa, divinal. Recostada a porta, mas aberta a passagem para o outro lado. Onde não seremos perecíveis animais, objeções ou sôfregas indagações. Encontrei você, imagem viva, latente, ilustrando meramente o pólen de amor fortuito, a minha miséria posta em pratos rasos para esbanjar sua fortuna.

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