31 agosto, 2011

Psicografia de amor

[...] escorre por minhas mãos a sorte, 
a luz fraca, 
luz opaca de um sistema frágil.
À carcaça de um amor,
cegamente conduzo por teus dedos
 frágeis 
hábeis letras esculpidas em terra leiga
matéria pura dos corações voláteis.
Escolheremos ser 
o nós 
em separação:
carne fria, alma em conjunção.
Tu sou eu além de ti transpondo a face oposta 
fechando os olhos em apelo à fagulha viva
do supremo amor 
devoto.
Em tempo presente
 teus temores avassalam meu pudor.
Mesmo assim, somos ainda e sempre
seres unidos pelo adormecer 
fragmentados pelo clarear
inférteis entroncados pelas almas e desmembrados por nossas vidas
distintas 
concebidas por um crer absoluto
que não busca entender 
apenas cumpre
cada letra que me lança nesse dito compulsório.
Não questione, 
não se fragilize, 
não se aflija.
O que o amor esconde entre as cores
fica exposto em feridas incolores.
Impiedoso 
com aqueles que ousarem interromper seu grito 
ensurdecedor.

2 comentários:

Samuel disse...

lindo!
só isso!
lindo demais

Anônimo disse...

Amie
come sit on my wall
and read me
the story of O...