26 setembro, 2011

capaz

Você vive em mim, 
e não há flores
na morada cega.
Calabouço estreito
atormentado em silêncio.
À espreita,
meu olhar -
tal como feixe de luz -
fere ao teu,
onisciente.
Um peregrino tempestivo
e solitário
capaz de entorpecer
a alucinação
que ousar vagar
pelo nosso mundo -
terra de ninguém.

2 comentários:

disse...

Que belo, intenso, forte!


Saudades do seu cantinho...

Suas escritas continuam lindas como sempre foram.

Super beijo!

Maíra K. disse...

Cada um sabe a escuridão que carrega dentro de si e o peso que ela tem. Mas sempre haverá um caminho que nos leve em direção a nossa luz própria! ;D