24 junho, 2012

tributo à rendição


Você circula nos fluídos,
serpentina pela seiva
e escorre pela fruta.
Nasce como a luz,
gota de orvalho sobre a relva,
úmido tato da terra.
Você mora no azul,
no verde das colinas,
entre o branco das neblinas.
Voa como a bruma,
queima como a lenha
e o carvão que te desenha.
Foge ao que se quer,
Lança fogo ao que te esfria.
Se afirma a quem te nega.
E depois renasce,
me revive.
Nascente que não seca.





Um comentário:

Laísa Caroline disse...

Esse ficou bem profundo. Adorei seu blog, beijos.
http://justificativasescritas.blogspot.com.br/