27 outubro, 2013

No amor, ardo.


Não fecho os olhos por medo de perder o segundo fatal de vida, sobrevida e sobrevoo sob a atmosfera mortífera da sua pele, da sua voz, da sua lida. Não fecho os olhos que é pra não perder nuance do verde que incandesce meu olhar ao seu. A transitoriedade verbal do repúdio e do deslumbre. Úmida e lúgubre melodia acústica ecoando e adormecendo os sentidos hiperapurados pela densidade gustativa do compartilhado paladar. Sangue, saliva e sal. O beijo morno, incisivo. Trilha retrô, linha retrógrada, a artilharia entre a prataria que o passado esqueceu de lustrar.


2 comentários:

Fred Caju disse...

Seus post sempre passam no meu control de qualidade com louvor!

Daíse disse...

Adorei o blog!!!
Parabéns !
Vc escreve muito bem!
Bjo!